O VINHO DO PORTO
Quando chegou o vinho às margens do Douro?
As uvas foram cultivadas em Portugal desde a antiguidade. Os escritos de Estrabão, o grande geógrafo da antiga Grécia, indicam que os habitantes do noroeste da Península Ibérica já bebiam vinho há dois mil anos. Os romanos, que chegaram a Portugal no século II AC e permaneceram por mais de 500 anos, cultivaram vinhas e faziam vinho nas margens do rio Douro, onde o vinho do Porto é hoje produzido.
O período de prosperidade que se seguiu à criação do reino de Portugal, em 1143, viu o vinho tornar-se num importante produto de exportação.
Quando surge o Vinho do Porto?
A primeira vez que surge a expressão “Vinho do Porto” foi em 1675 num discurso de Duarte Ribeiro de Macedo sobre as Artes no reino. Em 1678 um inglês fala da junção da aguardente aos vinhos de embarque de forma a evitar a deterioração do vinho durante as grandes viagens marítimas e terrestres. os ingleses importavam grandes quantidades de vinho do Porto, tendo mais procura do que os vinhos franceses e de bordéus. Esta grande procura causa fraudes e abusos e os ingleses acusando os portuguese de adulterarem o vinho do Porto deixam de o comprar o que causou uma redução nos preços. Assim nasce a companhia geral da agricultura das vinhas do alto douro em 1756. Desta forma assegura-se a qualidade do produto, evitando-se adulterações e equilibrando a produção, o comércio e estabilizando-se os preços.
O que são as “Feitorias”?
Foi o Marquês de pombal quem demarcou pela primeira vez as regiões vinhateiras. 335 marcos de pedra designavam a “FEITORIA”. A “Feitoria” era o vinho fino, o melhor vinho e o que podia ser exportado para a Inglaterra.
Como “se faz” o Vinho do Porto?
O Vinho do Porto nasce da sinergia entre os processos de produção artesanais e da adição de aguardente vínica de qualidade que contribuem para a obtenção dos aromas e complexidade característicos do Vinho do Porto.
O Vinho do Porto poderá adquirir diversas designações mediante o número de anos de maturação ou o local onde envelheceu, se em garrafa ou em barrica.
Das diversas categorias destacam-se, Tawny, Branco, Rosé, Ruby, Colheita e o Vintage, entre muitas outras.
Independente da sua classificação, o vinho do Porto, continua a ser um produto chave da economia nacional, representando de forma simbólica a portugalidade no mundo.